Confiança que germina no campo

Confiança que germina no campo Em 2003 nasce a Sementes Campolina. Com valores éticos e comerciais sólidos e objetivos muito bem definidos, a empresa leva ao mercado sementes de feijão de alta qualidade e produtividade. Com uma equipe parceira, capacitada e pronta para suprir a demanda dos clientes, a Sementes Campolina cresce junto com o agronegócio, investindo constantemente em equipamentos de benefício, inovação no campo, estrutura de atendimento e na busca pela excelência corporativa. As sementes são fiscalizadas pelo Ministério da Agricultura e passam por testes de germinação e vigor regularmente em laboratórios especializados da região, garantindo mais credibilidade para a empresa e segurança para quem planta. Em 2010, a empresa consolida-se no mercado e expande os negócios para todo o Brasil. Um imenso orgulho e sentimento de vitória de todos os profissionais, agora ainda mais confiantes na capacidade da empresa. A Sementes Campolina possui áreas de plantio para a produção de sementes de feijão variadas e mantém um rigoroso processo durante a colheita, o benefício, transporte e no armazenamento para garantir os cuidados que a planta necessita para germinar forte e saudável na terra. Em 2016 a empresa inaugurou uma nova sede, projetada em cada detalhe para atender as demandas da empresa e oferecer conforto aos clientes. Um novo passo no caminho certo do trabalho dedicado ao campo. Conheça a Sementes Campolina e faça sempre o melhor negócio para o seu plantio.
Plantabilidade

Pedro Rogério - Agrônomo

Nós que vivenciamos a agricultura diariamente sabemos como são grandes os desafios que enfrentamos para alcançar bons patamares de produção, fatores externos e internos impactam consideravelmente o resultado que tanto nos impenhamos para alcançar. Fatores externos tornam-se, muita das vezes, impossíveis de se controlar, o que cabe a nós é uma intensa análise para uma tomada de decisão mais acertiva sobre eles. Já os fatores internos são de inteira responsabilidade da cadeia produtiva (produtores, agronômos, gerentes, operadores entre outros), e não existe um fator com maior importância comparado ao outro, todos têm que ser tratados de maneira profissional para que possamos atingir o que almejamos, esse é o dever de casa. Entre muitos fatores internos podemos citar alguns que são frequentementenegligenciados, o que acarreta uma imensa perda financeira em todo Brasil: • Compactação de solos • Fertilidade • Manejo da Flora bacteriana • Manejo Fitossanitário • Plantas invasoras • Capacitação da equipe • Manutenção de máquinas • Plantabilidade, entre outros

Entre esses fatores iremos discutir sobre plantabilidade e seu impacto na produção agrícola, já ouvimos ou dizemos que o dia do ’’plantio é o dia da colheita’’, isso é um fato irrefutável pois um plantio realizado de maneira correta nos dá a possibilidade de alcançarmos bons índices de produtividade, já o plantio realizado de maneira incorreta nos tira grandes chancesde alcançarmos o desejado. Portanto, o que é plantabilidade? É o ato de distribuir precisamente as sementes em relação à quantidade (estande) e distância entre elas, evitando falhas e duplas e obtendo espaços equidistantes entre as mesmas, evitando assim a competição longitudinal entre as plantas. Lavoura com distribuição adequada Mesmo o feijão dependendo do seu hábito de crescimento e cultivar há certa capacidade de compensação em função da população de plantas obtidas (plasticidade), sua produtividade é afetada com a variação dos espaços entre as sementes. A má distribuição longitudinal das plantas diminui a eficiência no aproveitamento dos recursos disponíveis, como água, nutrientes e luz. O acúmulo de plantas pode provocar o desenvolvimento de indivíduos de maior porte, menos ramificados, com produção individual reduzida, menor diâmetro de haste, problemas com enraizamento e, portanto, maior propensão ao acamamento (ENDRES, 1996). Já os espaços vazios ou falhas, além de facilitar o desenvolvimento de plantas daninhas, levam ao estabelecimento de plantas de porte reduzido, com caule de maior diâmetro, mais ramificadas e com maior produção individual. (TOURINO et al., 2002) A correta distribuição de sementes no leito de semeadura é um fator fundamental para o aumento da produtividade. Além de estar atrelado a possíveis economias em relação à quantidade de semente utilizada, herbicidas, fungicidas e colheita. São alguns dos fatores que afetam a plantabilidade: • Tratamento de semente • Palhada (Biomassa de cobertura) • Uniformidade da semente (padrão de peneira) • Escolha correta do disco e anel • Regulagem e manutenção da plantadora • Velocidade de semeadura • Tubo condutor da semente Tratamento de Sementes e utilização de grafite O Tratamento de semente com fungicidas, inseticidas, entre outros, é de suma importância para o estabelecimento de estandeadequado e com qualidade. Entretanto o emprego dessas tecnologias alteram as características da superfície da semente, aumentando o atrito, assim prejudicando o escoamento da semente no conjunto responsável pela distribuição da semente (depósito, discos e anéis e tubos condutores) sendo assim, o emprego de um lubrificante seco melhora essas características. O grafite é o mais utilizado comumente, a recomendação de utilização é de 5 gramas por quilo de semente, o uso em excesso aliado a baixa manutenção também é prejudicial, podendo atrapalhar o sistema formando crostas e obstruindo os orifícios dos discos das semeadoras pneumáticas. Uniformidade da semente e escolha do disco A escolha do disco a ser utilizado em sistemas mecânicos tem como base o tamanho (diâmetro) das sementes. Dependendo da peneira em que cada lote foi classificado, seleciona-se o disco mais adequado com seu anel correspondente. Recomenda-se fazer essa determinação após o tratamento da semente, uma vez que muitos produtos podem modificar, mesmo que pouco, as dimensões da semente. Deve-se observar um encaixe adequado entre a semente e o orifício, permitindo a passagem fácil e, ao mesmo tempo, não possibilitar que duas ou mais sementes ocupem o mesmo orifício. A padronização das sementesdeve ser observada pois sementes sem padrão dificultam a escolha correta do disco de plantio aumentando assim a presença de falhas e duplas na distribuição, além da possibilidade de causar dano mecânico à semente. Para o caso da semeadora com sistema pneumático a escolha do disco torna-se mais prática, porque o mesmo disco destina-se a vários diâmetros de sementes, sem necessidade de troca. Todavia, esta facilidade com os discos não elimina a necessidade do uso de sementes com uniformidade de tamanho, devido ao emprego dos eliminadores de duplas (raspador de semente), que tem o seu ajuste prejudicado caso haja elevada variação de tamanho. Equipamento dosador e regulagem Os principais mecanismos dosadores existentes no mercado nacional são basicamente os mecânicos com discos horizontais e os pneumáticos. O sistema mecânico com disco horizontal, com a regulagem correta e velocidade adequada, pode realizar plantios com uma boa qualidade. Esse sistema trabalha com discos que se deslocam conforme o movimento da semeadora, fazendo com que as sementes alojem-se nos orifícios onde são dosadas. Há também o dispositivo raspador, que retira o excesso de sementes presas, individualizando-as, o qual deve ser corretamente regulado dependendo das características da semente. Dentro da câmara, há um ejetor em cada fileira de orifícios que expulsa a semente em direção ao tubo condutor. Atenção à velocidade empregadatanto da semeadora quanto a velocidade de giro do disco. Discos com uma quantidade pequena de furos em um plantio de alta população tendem a girar mais rápido para suprir a demanda de semente, sendo assim elas não conseguirão se alojar no orifício do disco. Os equipamentos pneumáticos possuem maior precisão com a dosagem das sementes. Geralmente, operam com discos perfurados rotativos onde as sementes, por ação de vácuo, são forçadas a aderir aos alvéolos, sendo liberadas em uma abertura em que o efeito do ar é minimizado e após seguem para o tubo condutor. Neste equipamento também existe o dispositivo eliminador de duplas que individualizam as sementes, eliminando o excesso. É importante adquirir sementes uniformes para a correta regulagem dos raspadores para os equipamentos pneumáticos, assim como é para equipamentos mecânicos de discos horizontais. Outro ponto que exige atenção é o ajuste do fluxo de ar (vácuo), maior ou menor, conforme as características das sementes, e do terreno (em terrenos com maior inclinação é necessário o emprego de um número maior do vácuo). É importante ressaltar que para esse tipo de equipamento é necessário que as sementes possuam bons índices de pureza, trabalhe-se com quantidades adequadas de grafite e a manutenção preventiva seja feita para evitar o entupimento dos orifícios dos discos (o que afetaria a população final). Este tipo de semeadora comporta o emprego de velocidades um pouco acima do que é recomendado para equipamentos mecânicos com disco horizontal. Velocidade de semeadura Já pensou o que uma semeadora faz em um segundo? Corta a palha, regula a quantidade de adubo (gramas/metro), profundidade do adubo e quantidade de sementes, profundidade da semente, prepara o leito da semente, fecha o leito e compacta o sulco. A velocidade empregada durante a semeadura corresponde a um dos parâmetros de maior peso na distribuição das sementes, atingindo, em certos casos, velocidade superior a 9 km/h. A velocidade de semeadura tem relação direta com a quantidade de falhas e sementes duplas, o que interfere no estande final e, consequentemente, na produtividade da cultura. Segundo Furlani, com o aumento da velocidade de deslocamento influencia-se negativamente a regularidade de distribuição, diminuindo a porcentagem de espaçamentodesejável. Dados de pesquisa e observação no campo demonstram que com os equipamentos utilizados hoje pelos produtores, o emprego de velocidades acima de 8 km/h retira desses equipamentos o caráter de precisão, reduzindo a qualidade de semeadura e aumentando as sementes duplas e falhas. Para equipamentos mecânicos de disco recomenda-se velocidade entre 4 a 6 km/h, e para pneumáticos até 8 km/h. Chaves (2015), em seu trabalho, relacionando diferentes sistemas de plantio com velocidades entre 4 a 8 km/h, utilizando uma semeadora pneumática, demonstrou redução da produtividade conforme o aumento da velocidade. Segundo seu estudo, a velocidade que entregou a melhor produtividade ficou em 5,5 km/h, fator relacionado à maior quantidade de vagens e o estande de plantas. Dependendo da velocidade utilizada na semeadura, haverá interferência no sistema dosador, o que prejudicará o sistema que individualiza as sementes, assim como a passagem por ele, pelo tubo condutor, e também a velocidade em que a semente chegará ao sulco de plantio. Além disso, com o aumento de velocidade se revolve mais o solo com a abertura e fechamento de sulco, impactando também na variação de profundidade da semente. Semeadoras com peças desgastadas ou danificadas reduzem drasticamente a padronização dos espaçamentos e em muitos casos diminuem o estande final da lavoura.


Tubo condutor de semente As sementes liberadas pelo mecanismo dosador adquirem, em queda livre, um componente vertical de velocidade por causa da aceleração da gravidade, e um componente horizontal decorrente da velocidade de avanço da semeadora. O componente horizontal faz com que as sementes se choquem com as paredes do tubo condutor, alterando o tempo de queda livre das sementes até o solo e, como consequência, altera o espaçamento entre as mesmas. Além disso, alta velocidade de trabalho faz com que as sementes rolem e/ou saltem para fora do sulco no momento do impacto com o solo. É sempre desejável que o componente horizontal seja minimizado para que as sementes sejam depositadas regularmente no sulco (PACHECO et al,.1996). Outro fator que interfere no deslocamento da semente pelo tubo condutor é o estado de conservação. A existência de amassados, dobras, calosidades e cortes, atrapalham o fluxo livre e correto das sementes.


Biomassa de cobertura (palhada) A importância da palhada sobre o solo é incontestável porém, em muitos casos torna-se um complicador na correta distribuição das sementes caso a semeadora não seja regulada de forma adequada. Nessa situação o disco de corte deve ser regulado de tal maneira que possa cortar a palhada proporcionando a abertura do sulco e deposição da semente. Deve observar-se, no momento da colheita, como o distribuidor de palha da colhedora está se comportando afim de se evitar faixas com maiores deposições de material vegetal, o que dificultará a regulagem do disco de corte.


Área com má distribuição de palha pela colhedora. A cobertura vegetal deve estar seca ou verde, evitando trabalhar com a palha murcha, o que dificulta o seu corte devido a maior resistência, podendo causar “embuchamentos” ou o aprofundamento da massa vegetal no interior do sulco fazendo com que a semente fique depositada sobre a palhada, envelopando o sulco,prejudicando assim o seu contato com o solo afetando a sua germinação. Além disso, é importante atentar para a pressão das molas e tamanho dos discos de corte, e também para a regulagem dos conjuntos semeadores (carrinhos) conforme a quantidade e tipo de palhada. Sabemos que para a obtenção de uma boa produção existem inúmeros outros fatores que devem ser levados em consideração e tratados com muito profissionalismo. No que diz respeito aplantabilidade os itens citados acima podem ser o diferencial para a obtenção de um estande com boa distribuição, dando assim uma possibilidade maior para alcançarmos os patamares produtivos desejados. Lembre-se o dia do plantio é o dia da colheita!